quinta-feira, 5 de julho de 2007

Afago de um Discípulo.



Ao impertérrito irmão Aristocrata:

Ó dileto confrade, alvíssaras! Meus olhos pejaram-se de copiosas lágrimas ao ler a sacratíssima exortação do Mestre! Durante muitos lustros, oh ínclito irmão d'armas , perambulei pelo cinéreo orco de sombras da heresia, da perfídia, emanações luciferinas do hórrido coletivismo; mas hoje, em humilíma contrição, admito, recebo e exalto a verdade perene, o alpha e o omega da mirífica Filosofia, assim como o imorredouro lume da pureza d'alma, infinitamente presentes nos ensinamentos do Mestre! Ó excelso Aristocrata, o século entregue está a toda sorte de taras, endrôminas e inauditas perversões; ditosos, portanto, os amparados pela supina âncora moral e filosófica do Mestre, pois só Ele regenera, compreende, sublima e redime!

Por Alfredo.


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terça-feira, 3 de julho de 2007

Veritas Sculptor



Organização secreta que objetiva alcançar a paz entre os povos e o amor entre os indivíduos. Somos uma irmandade democrática e pacífica, unidos pela fé indissolúvel na sacrossanta Palavra de nosso Mestre. Aqui não haverá João nem Maria, e sim "querido irmão" e "querida irmã". Entre, seja um iniciado, venha ceiar conosco e conhecer os mistérios da Luz.

Queridos Irmãos,

A Veritas Sculptor é como um pastor benevolente que zela por vossas reses, guiando-as pelo bom caminho da Luz e da Salvação. Ao menor sinal de perigo que ameace vosso rebanho, a Irmandade agirá firme e impiedosamente contra os lobos das trevas a fim de recuperar a ovelha desgarrada. Poucos são capazes de compreender este Santo Mistério, tal é o laço de fé que nos une às Palavras do Mestre. Não importa quais as atribulações que porventura poderemos sofrer, as privações ou cárcere aos quais seremos submetidos. Infligir-nos-ão aos maiores castigos mas resistiremos.

Oh Glória! Que benfazeja Revelação!

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sexta-feira, 22 de junho de 2007

Em louvor ao Mestre! Alvíssaras!

E como eu meditasse profundamente, por sob as páginas arenosas de meu ofício, deparei-me com benção divina, verdadeira homília ao Mestre. Ei-la:

"Ele era velho.
Ele era belo.
E era bom como o pão, e puro como a água.
A sua barba branca e larga
era uma estriga de linho
num fuso de marfim velho. Ele era sozinho
E era cego, principalmente:
os seus olhos vazios tinham derramado
toda a própria beleza nos olhos da gente
que o viu sentado
no vale profundo,
sob o crepúsculo roxo que ele não via,
o cotovelo fincado na tartaruga
da lira, e a voz criando, pelo som, um mundo.

Um vento de elegia
levava o seu canto e deixava em cada ruga
da sua fronte e da sua veste
uma alma branca...

Ele era o Mestre.
E era cego, mas belo como um sol na névoa.
E tinha as mãos harmoniosas,
ágeis sobre as cordas como dois pensamentos.
Dos seus olhos ocos saía a treva,
mas dos seus lábios lentos
nasciam as palavras de asas luminosas."

por Guilherme de Almeida - "O Mestre"

HOSANNAH NAS ALTURAS! OH GLÓRIA!

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